SEO omnicanal: como ampliar a sua visibilidade online para além do Google
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A acessibilidade web em Portugal não é apenas uma obrigação legal, mas também uma estratégia eficaz para melhorar o SEO e aumentar a visibilidade do seu website. Ao aplicar as diretrizes de acessibilidade para os conteúdos web, o seu conteúdo torna-se mais fácil de encontrar e navegar, e permite alcançar um público mais amplo e gerar novas oportunidades de negócio.
No contexto digital atual, a acessibilidade web deixou de ser opcional e passou a ser um requisito essencial, com enquadramento legal específico. O que muitas empresas ainda desconhecem é que um site acessível não só melhora a experiência do utilizador, como também influencia diretamente o desempenho no SEO. Isto é, os mesmos princípios que facilitam a navegação para todos os utilizadores são também os que ajudam os motores de busca a interpretar e posicionar melhor o seu conteúdo.
Neste artigo, explicamos o que é a acessibilidade web, quais são as principais diretrizes, que passos técnicos pode implementar para tornar o seu site mais inclusivo, melhorar o seu posicionamento para os motores de busca e preparado para captar mais oportunidades de negócio.
De acordo com a Web Accessibility Initiative (WAI), a acessibilidade web (enquadrada pelo Decreto-Lei n.º 83/2018) consiste em conceber e desenvolver websites, ferramentas e tecnologias digitais de forma a que possam ser utilizados por pessoas com deficiência. Isto significa garantir que qualquer utilizador consegue compreender, navegar, interagir e contribuir para a web sem barreiras, de forma autónoma e em igualdade de oportunidades.
Não existem propriamente “tipos de acessibilidade web”, mas sim diferentes tipos de limitações dos utilizadores que devem ser consideradas no desenvolvimento web.
As diretrizes de acessibilidade web do W3C têm em conta vários tipos de deficiência, entre os quais:
Em primeiro lugar, e de forma mais evidente, a acessibilidade web beneficia as pessoas com deficiência, já que garante maior autonomia e igualdade de oportunidades na participação no ambiente digital. No entanto, os seus benefícios vão muito além deste grupo. A acessibilidade web melhora a experiência para uma diversidade de utilizadores, como:
Em Portugal, a acessibilidade digital é suportada por um conjunto de leis e normas que visam garantir que todas as pessoas possam aceder e utilizar serviços online sem barreiras.
A nível europeu, a principal referência é a Diretiva (UE) 2019/882, conhecida como European Accessibility Act (EAA), que definiu em 2019 um quadro para garantir a acessibilidade dos produtos e serviços digitais em toda a União Europeia. O propósito da mesma foi eliminar barreiras e assegurar que desta forma qualquer pessoa possa interagir com a tecnologia em condições de igualdade, independentemente do dispositivo utilizado. Esta diretiva tem vindo a ganhar relevância, especialmente a partir de 28 de junho de 2025, data a partir da qual os seus requisitos se tornam aplicáveis ao setor privado, incluindo e-commerce, plataformas digitais e software.
Importa referir que as diretrizes de acessibilidade variam ligeiramente entre países da União Europeia. Em Espanha, por exemplo, existe um enquadramento próprio que analisamos em detalhe noutro artigo.
A legislação europeia sobre acessibilidade, nomeadamente a Diretiva (UE) 2019/882 começa a produzir efeitos desde 28 de junho de 2025, data a partir da qual passam a aplicar-se requisitos obrigatórios.. Esta diretiva define prazos de cumprimento que variam consoante o tipo de produto ou serviço:
A obrigatoriedade de cumprir requisitos de acessibilidade web depende do tipo de empresa e deve cumprir pelo menos um dos seguintes requisitos:
A legislação de acessibilidade abrange uma grande variedade de produtos e serviços digitais e físicos. Quase todas as empresas com presença online com o cliente são impactadas.
No contexto de negócios relacionados com marketing digital, destacam-se:
Os princípios fundamentais da acessibilidade devem ser aplicados a todos os pontos de contacto digitais: conteúdos perceptíveis, operáveis, compreensíveis e robustos. adaptando las técnicas a las particularidades de cada plataforma.
O European Accessibility Act (EAA) não funciona de forma isolada. Este enquadramento legal faz referência à norma europeia EN 301 549, que define critérios técnicos de acessibilidade e estabelece as especificações necessárias para cumprir os requisitos da legislação europeia em matérias de acessibilidade.
Estas especificações estão, por sua vez, alinhadas com os padrões do W3C, nomeadamente as Web Content Accessibility Guidelines (WCAG), que são o principal referencial para a criação de conteúdos web acessíveis.
As WCAG funcionam como base para equipas de design e desenvolvimento, e permitem criar experiências digitais acessíveis para todos os utilizadores, independentemente das suas capacidades ou do dispositivo utilizado.
A tecnologia evolui constantemente, e as diretrizes acompanham essa evolução. Ao longo do tempo, foram publicadas diferentes versões das WCAG:
As versões mais recentes e exigidas na prática são os guias de acessibilidade para conteúdo web WCAG 2.2, (cujo manual de uso deve ser consultado para uma maior informação) que servem como referência para requisitos de acessibilidade em vigor. Estas diretrizes desenvolveram-se a partir de quatro princípios fundamentais: percetível, operável, compreensível e robusto.
Estes princípios subdividem-se em diretrizes e critérios que orientam a implementação prática da acessibilidade em websites, aplicações e conteúdos digitais, que explicaremos de seguida:
A informação percetível refere-se à necessidade de apresentar os conteúdos e elementos de forma que possam ser percecionados pelos utilizadores através de diferentes sentidos. Para isso, é recomendada a aplicação das seguintes práticas:
Este princípio garante que qualquer pessoa possa interagir com um website, independentemente das suas capacidades físicas, cognitivas ou do dispositivo utilizado. Seja através de teclado, ecrã tátil, gestos ou comandos de voz, todos os utilizadores devem conseguir navegar e utilizar as funcionalidades de forma simples, previsível e acessível.
O princípio da compreensibilidade garante que qualquer pessoa consiga entender facilmente o conteúdo e a forma como deve interagir com a interface. A informação deve ser clara, o texto legível e o comportamento da página previsível, para permitir que os utilizadores saibam o que esperar e como utilizar o site.
Um conteúdo robusto garante que um website seja compatível com diferentes navegadores e tecnologias de apoio, tanto atuais como futuras, sendo este é um dos princípios fundamentais das diretrizes de acessibilidade web definidas pelo World Wide Web Consortium.
Para isso, é importante utilizar um código válido e bem estruturado, bem como definir corretamente o nome, função e o valor dos elementos interativos. Além disso, deve-se assegurar-se que todos os componentes da página podem ser interpretados sem erros por tecnologias de apoio.
Isto significa que qualquer utilizador consegue aceder e interagir com o conteúdo sem limitações.
As Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) estabelecem três níveis de conformidade para avaliar o grau de acessibilidade de um website. Estes níveis permitem medir o cumprimento dos critérios definidos, tendo em conta a sua importância, aplicabilidade e complexidade de implementação. No total, as WCAG 2.2 incluem 83 critérios.
A Inteligência Artificial está a transformar a acessibilidade digital, não apenas ao automatizar tarefas, mas também ao facilitar a criação de experiências mais inclusivas desde a fase do design. Hoje, já é possível gerar descrições automáticas de imagens, criar legendas, analisar contrastes de cor ou interpretar conteúdos complexos, muitas vezes de forma invisível para o utilizador. O seu verdadeiro valor está na capacidade de eliminar barreiras e melhorar o acesso à informação para todas as pessoas.
No dia a dia, a IA também pode detetar problemas de acessibilidade no código, sugerir uma linguagem mais clara ou validar componentes com base em normas como as WCAG. Integrada nos processos de desenvolvimento, permite ainda realizar validações contínuas, melhorando a qualidade do produto e prevenindo erros antes de chegar à produção.
Na Redegal, a nossa equipa de SEO combina o conhecimento técnico com as boas práticas de acessibilidade para ajudá-lo a criar websites inclusivos, cumprir a legislação em vigor em Portugal, melhorar o posicionamento nos motores de busca e garantir que todos os utilizadores conseguem aceder ao conteúdo sem barreiras. Falamos?
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